Os cantos de Maldoror

Os cantos de Maldoror

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Lautréamont, comte de, 1846-1870. Os cantos de Maldoror / Lautréamont; tradução: Joaquim Brasil Fontes. – Campinas, SP : Editora da Unicamp, 2015. Tradução de: Les chants de Maldoror.

Numa entrevista concedida na Suécia, em 1968, à época de O que é um autor?,
Michel Foucault admitia que boa parte do interesse despertado
pelos Cantos de Maldoror provinha de ser uma obra sem autor. Era, antes, um discurso sem ninguém por trás. Lewis Carroll dizia ser comum ver gatos que não sorriem, mas nunca se viu um sorriso sem gato.
Ora, Os Cantos de Maldoror são a exceção: é por ser
uma obra sem ninguém oculto que se tornou exemplar1. Reparemos
no incipit:
Praza ao céu que o leitor, encorajado e momentaneamente feroz como o
que está lendo, encontre, sem se desorientar, seu caminho abrupto e selvagem,
através dos pântanos desolados destas páginas sombrias e cheias de veneno;
pois, se não investir em sua leitura uma lógica rigorosa e uma tensão
de espírito igual, pelo menos, à sua desconfiança, as emanações mortais deste
livro embeberão sua alma como a água ao açúcar.