Arquitetura:  Ambiente  e Sustentabilidade

Arquitetura: Ambiente e Sustentabilidade

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Arquitetura: Ambiente e Sustentabilidade

Ana Elena Salvi e Cesar Bargo Perez

Idioma: Português

ISBN: 978-85-60360-52-9

A preocupação com a exploração indiscriminada da natureza e sua
possível escassez tem se tornado tema recorrente. Poderíamos
dizer que é um dos grandes temas da modernidade e que, contemporaneamente,
assumiu grande preocupação face aos efeitos sentidos e vistos a
olhos nus pela humanidade.
No Renascimento, arte e ciência complementavam-se na observação
do mundo e da natureza pelo artista. Mas nessa fase de grandes transformações
sociais, políticas, econômicas e culturais da era Iluminista, no entanto,
o artista vislumbrava uma nostalgia visionária de volta às origens,
às formas simples e naturais do fazer arquitetônico e urbanístico. A nostalgia
era apresentada nas ruínas de cidades, particularmente daquelas
com forte cunho simbólico, que representaram em seu passado, o auge
do poder político e cultural, como no caso do Império Romano e também
de seus edifícios.
No final do século XVIII e início do XIX, artistas manifestavam suas angústias
e incertezas sobre os processos econômicos e tecnológicos face à
relação do homem e a natureza. A poética do sublime retrata o sentimento
incontrolável que pode deixar o indivíduo estupefato perante a grandeza
dos fenômenos naturais. O espírito romântico do início do século XIX
também indicava as contradições daquele momento, incorporando a poética
do sublime para representar esse sentimento angustiante advindo da
promessa de progresso e da impossibilidade de sua realização frente às
circunstâncias em que o Capitalismo se consolidava.
A arquitetura e a cidade modernistas também foram pensadas em
relação à natureza: o sol, o cinturão verde, a ventilação e a iluminação
naturais estavam a serviço estético das teorias preconizadas pelos arquitetos
como Le Corbusier, Frank Lloyd Wright, Mies Van der Rohe, por
exemplo.