Sentir, ver, dizer: cismando coisas de arte e de filosofia

Sentir, ver, dizer: cismando coisas de arte e de filosofia

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Sentir, ver, dizer, mostra que sentir é perceber, é ver, isto é, o sentir, ao sentir, ao ser tocado ou afetado, já distingue, já amarra o sentido (a sensação) num todo, num sentido (lógos) ou em uma unidade de sentido (lógos) e por isso, graças a isso, vê, pode ver ou perceber. Então, no sentir, ao sentir, não se têm simples ou meras sensações ou impressões sensíveis (o domínio do sensorial ou, como diz Kant, 'o turbilhão dos data'), mas sempre já um isso ou um aquilo, como isso ou como aquilo. Este fenôme-no ou estrutura constitui o dar-se conta de ou o inteirar-se de, que é o acontecimento sentir-ver, o ato sentir-perceber — aísthesis-nous. Este fenômeno ou acontecimento i-mediato constitui o lastro básico disso que aqui se denomina corpo. Esta obra é o quinto volume da coleção Sapere Aude.